

ESPORTE NAS ESCOLAS – A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Turismo realizará a abertura da VII Olimpíada Estudantil 2018 no dia 07/09, a partir das 8h em frente à E.M. Prof.ª Jacyra Landim Stori”
O evento esportivo neste ano contará com uma novidade, após definições participativas e democráticas das Equipes Gestoras das Unidades Escolares envolvidas, e ainda, com participação dos Profissionais de Educação Física, bem como a representatividade da Divisão Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, acontecerá nos meses de setembro a dezembro, pelo menos 1 semana a cada mês.
No dia 06/09, a Equipe Organizadora, coordenada pela Supervisora de Ensino, Prof.ª Adriana Vieira promoverá a última reunião antes da Abertura. As escolas participantes neste ano na VII Olimpíada Estudantil 2018 e a ordem a desfilarem serão:

No dia da abertura mediante política intersetorial com a Divisão Municipal de Cultura, contaremos com apresentações das Fanfarras: (1) da E.M. “PROFª MARIA DA CONC. LUCAS MIELDAZIS”, (2) E.E. “PROF. JOÃO BATISTA A. VASCONCELLOS”, (3) Fanfarra Sambafan (Vila Maria), e, (4) Fanfarra dos Veteranos; abrilhantando ainda mais o evento.
O Secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Turismo, Marcelo Varela, reforçou que “o objetivo da atual gestão em efetivar a junção das pastas do esporte e da educação, desde 2017, justamente era o de relacionar estas duas políticas públicas para serem coordenadas de modo intersetorial e com eficiência. A realização do evento esportivo do ano passado já foi uma prova dessa melhoria”.
A Supervisora de Ensino, Prof.ª Adriana enfatiza que “o dever dos envolvidos é verificar se a atividade desportiva está sendo funcional para a educação do aluno, se está focado no crescimento mental e físico, harmonizando o tempo do esporte com os compromissos escolares e com uma serena vida familiar”.
O Diretor de Esportes, Prof. Josemar Alves, comandará as equipes de arbitragens e assim pontuou que “é na escola que o talento esportivo é percebido pelo Professor de Educação Física, e muito mais do que a continuidade da prática esportiva desse aluno, que se transforma futuramente em atleta do município, temos que priorizar a vida saudável alcançada pelo esporte em toda nossa cidade”.
Toda a população está convidada para prestigiar a realização do evento!
A Escola Municipal Profª Isolina Leonel Ferreira e suas vinculadas – Escola Angelino Sudário de Souza (Bairro Proença) e Escola Dona Clementina Correa de Almeida (Bairro Apiaí-Mirim) desenvolveram, entre os últimos dias 28 e 31 de agosto, o projeto “Somos Todos Artistas”, que contou com várias ações e atividades a fim de preservar e disseminar o folclore e as tradições brasileiras.
De acordo com a equipe gestora das unidades escolares, durante a semana, os alunos, pais e comunidade tiveram a oportunidade de vivenciar o riquíssimo folclore brasileiro representado com vivacidade e muita criatividade, através de apresentações culturais e pedagógicas, sendo um contexto de arte expressado em exposições, de dinamização oral e de movimento representado pela música, dança, leituras, cantigas, encenações, desfiles, entre outros.
Entre as atividades, houve também o desenvolvimento de fundamento teórico e prático com a palestra “As influências das tradições culturais para o desenvolvimento da sociedade” ministrada pela diretora da escola, Claudia Miyamoto.
Durante a semana, os alunos puderam conhecer a culinária regional, com degustação de doces típicos, além do ensejo, em que foram premiados pelo projeto de produção de texto “Aluno Destaque – Nota 1000”.
Ainda de acordo com a equipe gestora, as unidades escolares trabalharam diversos temas que formam o folclore, como mitos, lendas, contos populares, cerimônias religiosas e sociais, brincadeiras, provérbios, adivinhações, receita de comida típica, medicina popular, estilos de vestuários e adornos, danças, cantorias, desafios, saudações, despedidas, trava-línguas, festas, encenações, artesanato, música instrumental, canções de ninar e roda, carnaval, festa junina, entre outras, como os fandangos de tamancos do interior de São Paulo.
Segundo a diretora Claudia Miyamoto, o objetivo do projeto foi de reviver as tradições culturais, de criar e recriar o rosto social e identitário de uma vasta população de cidadãos brasileiros. “O folclore é o cenário, o enredo geral e o acervo de apetrechos materiais e imateriais dos quais dependem os atores humanos para desempenhar o seu papel vital. Da combinação perene, viva e ininterrupta, dos cenários e enredos e das maneiras como eles interagem, se manifestam, se reproduzem e evoluem, surge a cultura do nosso povo, com todas as suas variantes regionais e locais, um verdadeiro mosaico de expressões, modos de ser e entender o mundo e de com ele interagir”, explicou.
Por fim a diretoria afirmou que o projeto foi de grande importância e notoriedade para todos os envolvidos, como alunos, pais, professores e equipe gestora. “O aprendizado foi para todos, e é nessa educação que vale a pena investir”, concluiu.
A Escola Municipal “Professor Samuel Messias de Freitas” e a Escola Municipal “Creche Professora Alice Dias”, promovem a 4ª Mostra Pedagógica, que teve início na última quarta-feira, dia 29.
A Mostra, que tem como tema “Poesia e a Criança” faz parte dos projetos desenvolvidos durante o ano letivo das unidades escolares, expõe os trabalhos realizados por alunos e professores.
Importância da Mostra no desenvolvimento dos alunos:
Apesar de parecer complicado e sofisticado demais para se trabalhar com as séries iniciais e educação infantil, vale lembrar que existem autores que dedicaram parte de sua criatividade para conceber poesia infantil, como Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.
A poesia estimula a leitura e a escrita, sua musicalidade e seu caráter rico em imaginário são particularmente mais encantadores para as crianças do que os rígidos e técnicos textos científicos e possuem mais potencial para despertar o interesse do aluno no código linguístico.
É dever da escola preparar a criança para o convívio social e cidadão e prepará-lo para exercer sua cidadania plena. Para tanto, precisa desenvolver nele aptidão para interpretar e produzir dentro da linguagem vigente, a poesia é um dos meios mais eficazes para este fim.
Dulce Vieira Guimarães nasceu na cidade de Sorocaba, a 7 de outubro de 1934, e morreu em Capão Bonito em 30 de julho de 1988.
Foram seus pais Oswaldo Campos Guimarães e Dulcia do Rego Vieira Guimarães.
Fez os estudos primários no Colégio Santa Inês, em São Paulo, e o Curso Normal no Instituto de Educação Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Sorocaba.
Formou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – Fundação Scarpa, em Sorocaba (hoje Uniso).
Casou-se em janeiro de 1962 com Clovis Lacerda de Carvalho, quando passou a assinar como Dulce Guimarães de Carvalho.
Em novembro do mesmo ano nasceu o primeiro filho do casal, Clóvis Alberto Guimarães Carvalho seguido por Oswaldo Guimarães Carvalho em 1965 e Ana Karina Guimarães Carvalho em 1975.
Mudou-se para Capão Bonito em 1966 e atuou como professora de Filosofia, Educação Moral e Cívica, Estudos Sociais, História e Língua Portuguesa na Escola Normal Municipal Dona Leonor Mendes de Barros e no Colégio Estadual Raul Venturelli (CERV), onde em 1971 assumiu a direção até 1988, ano de sua morte.
Participou da organização do segundo FIMA (Festival Intermunicipal de Música Amadora) no ano de 1972 e como letrista ganhou com a canção “Flor Morena”.
Ficou viúva em 1977 do marido Clóvis Lacerda de Carvalho.
Em 1985 Ricardo Afonso Vaz coordenou um grupo de poetas de Capão Bonito para a publicação “Antologia Poética de Cidades Brasileiras”, da Shogun Arte Editora, onde Dulce Guimarães publicou seu poema “Canto”. E no mesmo ano publicou, também, pela mesma casa editorial, no “Penélope”, “Zefa Louca” e “Floriza” na coletânea “Momento Literário XI”.
Entre 1985 e 1986 dirigiu o jornal “O Bandeirante”. Onde publicou inúmeros artigos, crônicas e poemas.
No sábado dia 30 de julho de 1988, quando saiu do banho, Dulce Guimarães caiu próximo à porta. Encontrava-se somente com sua filha em casa, esta que ligou para duas amigas da mãe. Mesmo com ajuda e tentativas de recuperação Dulce deu entrada na Santa Casa sem vida.
O velório aconteceu nas dependências do Colégio Estadual Raul Venturelli.
Solange Gonçalves registrou n’“O Bandeirante” as palavras de Dulcina Guimarães, irmã da escritora: “Morreu como morrem os grandes” e completou “ou seja, sem molestar ninguém, exatamente como desejava. Exatamente como viveu.”
O BANDEIRANTE
Memória
Se não for adeus, ao menos até breve
Diretora de escola, jornalista, poeta e ainda letrista, Dulce Guimarães – falecida aos 53 anos, na semana passada – deixa um vazio no já árido panorama intelectual de Capão Bonito. Uma perda a ser reparada pelas mulheres que souberam tomar a sua figura como exemplo de coragem.
Solange Gonçalves
Não me lembro de outra ocasião. Muito provavelmente seja mesmo essa a primeira em que a chamo simplesmente Dulce. Dulce Guimarães Carvalho, morta no sábado último aos 53 anos, foi para mim sempre a “Dona” Dulce. A diretora do colégio ao qual meus pais confiaram a minha educação. O “Dona” não pelo medo. Sempre pelo respeito e pela admiração (da qual não tive chance de dizer-lhe em vida) que invariavelmente me inspirava.
Depois que voltei a Capão Bonito, cidade em que nasci e da qual me separei aos 17 anos incompletos para retornar somente nove anos mais tarde, Dulce começava a me encontrar, nas ruas ou na redação, não mais como a aluna do então CERV, mas já como a jornalista responsável pelO Bandeirante, o semanário que, também com sua ajuda, pode permanecer em pé, quando talvez muitos já desacreditassem dessa possibilidade. Digo, sem dúvida e sem modéstia, que perdemos – se não a maior, pelo menos uma das nossas grandes admiradoras, na conotação de incentivo e confiança que tal termo inspira.
Não me encontrava em Capão Bonito quando Dulce faleceu. Por esses motivos que não consegue se explicar, todos os contatos que tentaram comigo para avisar-me de fato tão doloroso, foram em vão. Quando soube da morte de Dulce, ela já havia sido sepultada. Como muitos, me emocionei. Como tantos outros – e talvez como ela mesma desejasse que fizéssemos – consegui, de um modo um tanto forçado, transferir a dor para a “maturidade” daqueles que conseguem encarar a morte como um simples desfecho de um ciclo biológico que, ao nascermos, já sabemos finito.
A morte dos grandes
Como dizia “Cininha” (ou Dulcina, sua única irmã) – durante o velório realizado nas dependências do EEPSG Dr. Raul Venturelli – ela (Dulce) “morreu como morrem os grandes”. Ou seja, sem molestar ninguém, exatamente como desejava. Exatamente como viveu.
Dulce Guimarães, poucos minutos antes das 18h do último sábado, saía do banho quando caiu próxima à porta do banheiro. Com ela, em casa, encontrava-se apenas Ana Karina, caçula e única filha entre dois homens: Clóvis Alberto (“Bororó”) e Oswaldo (“Nenê” que herdou da mãe e do avô o gosto pela poesia). Ana Karina diz aos familiares e amigos que pensa ter ouvido um chamado da mãe, quando essa caía. Karina gritou do quarto mas não obteve resposta. Telefonou, primeiramente para a professora Heloísa Arrunátegui – uma das melhores amigas de Dulce – mas essa não se encontrava em casa. Procurou por outra amiga e colega da mãe – Emília Miyada, que chegou rapidamente, mas, apesar das massagens e tentativas de recuperação da respiração não havia mais tempo. Dulce Guimarães deu entrada na Sant Cas Local já sem vida.
Jaqueline, uma das noras, conta que Dulce tinha há anos, fortes dores de cabeça. Foi à nora que ela afirmou uma vez, lembrar-se de que essa dor a acompanhava desde os 15 anos de idade. Todos os meios foram tentados para aliviá-la: das simples ingestão de remédios (fortes) à acumpultura.
Severidade e consciência
Batizada Dulce Vieira Guimarães, natural de Sorocaba, a diretora do EEPSG Dr. Raul Venturelli desde 71m chegou a Capão Bonito em 67, como professora de Português. Viúva desde 77, do também professor Clóvis Lacerda Carvalho, Dulce foi jornalista e poeta amadora segundo ela mesma colocava. Exigente ao extremo – com os outros e, principalmente consigo mesma – passou os seus mais fortes valores e ideais no discurso proferido por ocasião da formatura de uma nova turma do curso Magistério do “Raul Venturelli”, em dezembro do ano passado.
No discurso, talvez o momento em que Dulce tenha solicitado com maior eloquência que acompanhassem sua análise, a uma certa altura destaca: “Faz-se necessário rever uma Filosofia da Educação – preparar um homem para uma vida humana, não para transformar-se em lixo que pode ser comido por ratos, ou ratos que podem comer o lixo. Todos temos muita pena daqueles que vivem de restos mas não nos indignamos suficientemente contra os que põe a lixeira nas ruas”. Solicitava Dulce, naquele momento, que todos refletissem quanto a responsabilidade do educar e que, com humildade, e somente conscientes dessa responsabilidade seguissem em frente. Dizia a diretora do Raul Venturelli – “No elenco das profissões, a de professor é a mais importante e a de maior responsabilidade, porque, das personalidades que ele molda, só presta contas à própria consciência e a Deus”.
Sem confusões
Além de três filhos e duas noras, Dulce Guimarães deixa Mayra e Marina – duas netas pequeninas, que poderão melhor conhecê-las através dos escritos da avó: contos, crônicas, poemas… Sabe-se que elaborava uma autobiografia, os originais, por enquanto, não foram encontrados.
Como sempre desejou, seu velório e sepultamento foram acompanhados da ausência total de tumultos. Para que fosse feita a sua vontade, o enterro foi realizado já às 11h do domingo, quando muitos ainda desconheciam a notícia. Discreta até o último momento – se é que esse existe – Dulce fez valer sua verdade. Sua própria existência é que de melhor deixa a Capão Bonito. Uma história que Marina e Mayra não poderão deixar de conhecer.
06 e 07 de Agosto de 1.988
Dulce Guimarães
Por Alice Elias Daniel Olivati
Era o ano de 1966. Eu, jovem estudante de Desenho e Plástica da FAAP – São Paulo, tranquei matrícula na 2.a série e voltei a Capão Bonito para substituir o Prof. Laudelino de Lima Rolim, que deixava as aulas de Desenho do então Ginásio Estadual Dr. Raul Venturelli. Que responsabilidade a minha! Quem conheceu o Prof. Laudelino, sabe. Em um mesmo prédio, funcionavam o Ginásio e a Escola Normal Municipal D. Leonor Mendes de Barros. Ao lado, o Grupo Escolar Padre Arlindo Vieira. Lecionavam no Ginásio: o Prof. José Matarazzo, o Prof. Genésio Ginez, o Prof. Herval, a Profa. Dulce Isabel Mendes, e outros. Nesse mesmo ano, ela chegou – Dulce Guimarães – ela e seu esposo, o saudoso Clóvis Lacerda de Carvalho, provindos de Sorocaba. Era diretora, a Profa. Nair M. Válio Vaz e depois a Profa. Álcida Nogueira de Lima. Dulce foi diretora da Escola Normal e lecionava Português no Ginásio. Clóvis lecionava História. Logo, o então prefeito, Abib Elias Daniel trouxe para Capão Bonito o 2.o grau. Foram instaladas as áreas de: Letras, Ciências Sociais e Ciências Exatas. Passou a chamar-se Colégio Estadual Dr. Raul Venturelli, daí a sigla CERV. Depois chegaram os professores: Estanislau Maria de Freitas (Português), Paulo Bugni (Matemática), Fernando Blóes (Psicologia), José Roberto de Jesus – recém formado em Química, Alceu Nunes (Educ. Física), Edson Góes (Física), Maria Celeste Vaz (Inglês), José Maria (Ciências), entre outros. O Corpo Docente nessa época, balançava a delegacia de Itapeva.
Que saudade! Éramos tão unidos! Unidos e fortes. Cada um dinamizava sua área mais e mais. Fazíamos e acontecíamos. Além das aulas, criávamos departamentos pedagógicos especiais. Dulce era quem coordenava todos os planejamentos escolares, Fernando, a Orientação Educacional e eu a Avaliação. Tudo em horário extra e sem ganhar por isso. Mas dava prazer, nos realizávamos, além de contribuir para a melhoria do ensino. Depois fiz a Faculdade de Letras, ficando efetiva em Português e Literatura. Dulce prestou o concurso para diretor de escola e para felicidade nossa, escolhemos a mesma escola em que estávamos, a escola que tanto amávamos. Foi aí que “a flor furou o asfalto” (como no verso de Carlos Drummond de Andrade). Pela redistribuição da rede física, o Grupo Escolar Padre Arlindo Vieira integrou-se ao Colégio, formando a EEPSG Dr. Raul Venturelli. E a escola foi crescendo. E todas as salas de ambos os prédios formaram uma só escola. Uniram-se os corpos docentes, as secretarias, e o pátio comum obrigava agora um grande n.º de alunos. Há pouco tempo integrou-se também ao Colégio, a Escola Normal Municipal. Hoje, o CERV é uma das maiores escolas da região.
E a pequena flor – Dulce – foi grande. Reinou soberana ao lado dos professores e alunos por todos estes anos. Desde o início mostrou-se excelente administradora. Sabia do último botão de rosa que desabrochou no jardim da escola, da limpeza, da estética interna e externa, dos trab da secret., os mais complicados problemas administrativos e pedagógicos. Era respeitada tanto na Delegacia de Ensino de Itapeva como na de Itapetininga. À frente de Dulce, tremeram muitos supervisores e delegados de ensino. Ora brava, ora sorrindo, ora diretora, ora professora, ora mãe, ora irmã, ora amiga… Dulce era assim… era tudo. Era luz, era impulso, era força, era apoio. Quando ausente, a escola funcionava sozinha. Cada elemento, imbuído em suas funções. E se ausência é realmente presença multiplicada, haveremos de permanecer unidos e sempre lembrar a sua filosofia de educação, a sua conduta moral e humana que aprendemos a conhecer tão bem.
Se fosse para escrever sobre todas as realizações da Dulce e do Colégio, ao longo de todos esses anos, daria um livro de memórias.
Paralelamente às funções de diretor de escola, foi também jornalista e poeta: Há dois livros da Shogun Arte com trabalhos seus. Poemas e Contos. Quem não se lembra do II FIMA, quando ela ganhou o 1.o lugar com a letra de MORENA FLOR musicada por Aziz, interpretada por Contieri e arranjo do maestro Chiquinho (da Sambrasil de Itu)… Depois vieram outras composições e outros prêmios, mas essa foi a que mais marcou.
E para homenageá-la, em nome da família CERV (de todos os tempos), transcrevo um de seus poemas:
CANTO
Quero dizer-te quanto estou [feliz
por tudo, por nada, porque és [meu,
não importa esta saudade,
[esta ansiedade,
se também traz felicidade.
Quisera reter-te
no frágil momento de nós [dois,
em que a vida escapa [implacável
em que um momento não [volta depois.
Vivo a angústia e a [impotência do eterno!
Sou feliz demais
Para morrer um pouco
a cada instante em que não [somos mais.
Dulce Guimarães
A Tribuna Sudoeste – 06/08/88
Lourenço Diaféria
O assunto de hoje é chinfrin.
Peço desculpas antecipadas.
Começa com uma notícia de jornal: “O secretário-geral do Ministério da Educação disse que mais da metade dos professores do ensino de primeiro grau no Brasil não tem qualificação profissional.”
Quer dizer: mais da metade dos professores do primeiro grau (antigo primário e ginásio) não tem condições de ensinar.
Claro que a gravidade do problema não é uniforme em todo o país, variando de região para região. Mas é uma afirmação assustadora.
Agora vem a segunda parte: a carta recebida de uma professora e diretora de colégio estadual, localizado no interior paulista.
A carta é um desabafo. Vou transcrever trechos:
“Você certamente ouviu falar do Concurso de Ingresso ao Magistério de 1.o grau, recentemente aberto pela Secretaria da Educação de São Paulo. Pois bem, qualquer concurso que se promova, em qualquer Secretaria do Estado, de imediato, dia seguinte, aparecem os famigerados, fajutos cursinhos preparatórios para as provas. Se as arapucas conseguem sobreviver é porque existem otários que caem nelas. Até aí, vá lá. Mas eu, com quinze anos de magistério, diretora efetiva de um colégio estadual, assistindo e orientando professores há tanto tempo, permito-me opinar que não considero o professor um otário. No entanto, abra os jornais e verá que já estão aparecendo os cursinhos preparatórios para o Concurso de Ingresso ao Magistério de 1.o grau.
“Isso para mim é um absurdo, e vou explicar porque.
“Um dos professores de minha escola procurou informar-se: o curso custa 700 cruzeiros por mês – cerca de 3 meses são 2.100 cruzeiros. Se o candidato não for aprovado, fica por isso mesmo; mas, se for aprovdo, paga mais 2.500 cruzeiros.
“Então minha denúncia é a seguinte: – eu considero que isso não é só um assalto a mão armada: é principalmente um insulto à dignidade do magistério, uma afronta à Educação. A simples divulgação desses cursinhos pela imprensa já é uma imoralidade. Os professores concursantes são profissionais graduados por faculdades (não entremos aqui no mérito delas), oficiais ou isoladas, autorizadas a graduar seus alunos, através de decretos governamentais. O edital do concurso previu as disciplinas, os temas e a bibliografia.
“De que mais precisa um professor?
“O resto é pouca vergonha. O resto é admitir implicitamente que os professores não têm gabarito para estudar sozinhos, ou que as faculdades não dão condições mínimas aos universitários para ser aprovados em concursos.
“Ou, ainda pior, que os professores não têm preparo profissional para ensinar, já que nem saem pesquisar sozinhos – mas são professores que todos os nossos filhos, o que abre um rombo na filosofia da Educação.
“Sou contra arapucas, em geral, mas essa, repito, é o fim do mundo. E somos todos coniventes, porque todos somos omissos.”
Ponto final.
Só um lembrete? Enquanto houver professores com a consciência e a coragem dessa mulher, existirá esperança de que as coisas mudem.
E nem todos estamos conformados em ser omissos e coniventes.
EDITORIAL
A morte inesperada da Professora Dulce Guimarães golpeou profundamente todos nós. Esse atrevimento indomável do destino retira-nos a ação e nos faz recordar que a vida terrena é apenas um sopro de luz perante a ordem mágica universo infinito. E Dulce Guimarães foi uma daquelas criaturas que tem luz própria; nasceu para conduzir; viveu fazendo história… e não apenas passando por ela.
Não por acaso, abraçou com determinação apaixonada o duro desafio de ser professora neste País. A força de sua índole fazia pulsar as paredes do querido Raul Venturelli, onde seu dinamismo e talento frequentaram desde 1971. Ao longo desses anos, contribuíram pra que centenas de jovens se formasse e se informassem para a vida, para a luta do dia-a-dia. Dulce Guimarães sempre levou muito a sério tudo que fazia. Dirigindo com rara competência o maior complexo educacional de Capão Bonito, em diversas oportunidades abriu as portas do seu querido CERV para seminários, palestras e encontros promovidos pela nossa administração. Dulce Guimarães tinha o dom da participação seletiva, porque as decisões que tomavam baseavam-se no rigor e no ideário de justiça. Sua franqueza – que às vezes assustava os mais tímidos – fazia quebrar o gelo dos obstáculos e inaugurava, sempre com sucesso, uma nova solução. Por estas e outras razões igualmente dignificantes, estou plenamente convencido de que Dulce Guimarães não foi embora: ela apenas mudou de arena. Agora, não como um fugaz sopro de luz, mas como uma estrela de Primeira Grandeza no firmamento de nossa História. Dulce Guimarães foi embora para ficar, eternamente, entre nós.
HÉLIO DE SOUZA
Estas palavras do prefeito Hélio de Souza, encerrando o Editorial desta Edição do “Aqui, Capão Bonito”, revelam a importância da Professora Dulce Guimarães para a história capão-bonitense. No vazio que ela deixou, ficou uma saudade funda nos corações daqueles que a conheceram. Seu trabalho como professora e diretora de escola; suas atividades jornalísticas; a letrista de música e a poetisa; a mãe, a avó, a amiga leal – um pouco de tudo isso habita cada um de nós.
No ultimo dia 30/07/88, a morte implacável chegou sem avisar e levou a Professora Dulce Guimarães. A família, os amigos, os colegas de trabalho, os alunos – todos ficaram atônitos diante do fato tão inesperado. A Professora Heloísa C. Arrunátegui – uma das amigas mais íntimas da Professora Dulce – ficou completamente arrasada. Heloísa tinha na amiga uma grande incentivadora em diversas empreitadas – inclusive no lançamento de sua candidatura à sucessão do prefeito Hélio de Souza. A perda da companheira, no entender da Professora Heloísa, torna a luta mais difícil – é verdade. Mas, ao mesmo tempo, enfrentar as próximas eleições com todo empenho é uma forma de homenagear a Professora Dulce, que sonhava ver os destinos de Capão Bonito dirigidos por uma Educadora.
Todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com a Educadora e Administradora Escolar Dulce Guimarães são unanimes em caracterizá-la como uma pessoa forte, destemida e absolutamente certa de suas convicções. Conseguia conciliar a austeridade nas relações de trabalho com o lirismo da poesia, quando se entregava à reflexão sobre esta vida tão passageira. Seus pronunciamentos e suas tomadas de posição sempre mereceram o respeito daqueles que dela se acercavam. Ela não era dada a vulgaridades e muito menos se contentava com a periferia dos problemas: queria sempre chegar ao ponto mais fundo, mais medular, mais essencial de cada questão.
Por ocasião da formatura de uma novo turma do curso de Magistério do Raul Venturelli, no final do ano passado, Dulce Guimarães fez uma análise vertical mas didática sobre a responsabilidade do Educador. Disse ela, em certo momento de seu discurso: “No elenco das profissões, a de professor é a mais importante e a de maior responsabilidade. Isto porque, das personalidades que ela molda, só presta contas à própria consciência e a Deus”.
Uma pessoa com esse nível de discernimento, somado à prática irrepreensível, não morre: redimensiona-se em novas sementes que vão, necessariamente, fazer a história avançar.
Cronologia
1934 – No dia 10 de outubro nasce Dulce Vieira Guimarães, na cidade de Sorocaba.
1941 – Inicia os estudos primários no Colégio de Santa Inês, na cidade de São Paulo.
1945 – Nasce sua única irmã, Dulcina Vieira Guimarães.
194* – Inicia os estudos de normalista no Instituto de Educação Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, na cidade de Sorocaba.
1955 – Matricula-se no curso de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – Fundação Scarpa.
1956-57 – É contratada como professora substituta na Prefeitura Municipal de Sorocaba.
1959 – Conclui o curo de Filosofia. Dulce Guimarães foi oradora de sua turma.
1960 – Professora secundária de aulas excedentes no Colégio Estadual de Pilar do Sul.
1961-63 – Professora secundária de aulas excedentes no Instituto Educacional de Conchas.
1962 – Casa-se com Clóvis Lacerda de Carvalho e em 19 novembro do mesmo ano nasce o primeiro filho do casal, Clovis Alberto Guimarães Carvalho.
1964 – Professora secundária no Colégio Estadual Ministro Costa Manso, na cidade de São Paulo.
1965 – No dia 15 de maio nasce o segundo filho do casal, Oswaldo Guimarães Carvalho.
1966 – Professora no colégio Estadual Presidente Roosvelt, na cidade de São Paulo. Muda-se para Capão Bonito e passa a lecionar Educação Moral e Cívica, Estudos Sociais, História e Língua Portuguesa na Escola Normal Municipal “Leonor Mendes de Barros” e no Colégio Estadual Raul Venturelli.
1971 – Nomeada por concurso para o cargo de diretora do Colégio Estadual Raul Venturelli.
Ganhadora do II FIMA com a canção “Morena Flor” musicado por Azis Elias Daniel e interpretada pelo Prof. Antônio Contiéri.
1975 – No dia 11 de agosto nasce a terceira filha do casal, Ana Karina Guimarães Carvalho.
1977 – No dia 07 de janeiro Clovis Lacerda de Carvalho.
1985 – Representa Capão Bonito na “Antologia Poética de Cidades Brasileira”, organizada por Ricardo Afonso Vaz e Juraci Braz das Chagas, com o poema “Canto” e na Antologia “Momento Literário XI”, com os contos “Penélope”, “Zefa Louca” e “Floriza”, os dois pela Shogun Arte Editora, do Rio de Janeiro.
1988 – No dia 30 de julho morre Dulce Guimarães. Seu velório foi realizado nas dependências do Colégio Raul Venturelli e está sepultada, ao lado do marido, no Cemitério São Judas Tadeu.
1998 – Homenagem da Família CERV (Colégio Estadual Raul Venturelli) “10 Anos sem Dulce Guimarães”.
199* – Homenagem do Abadá Capoeira a vida de Dulce Guimarães
2009 – Publicação de “… daqui d´aldeia – Crônica capão-bonitense”, organizada por Juraci Braz das Chagas e Rogério Machado, com 6 crônicas e um poema de Dulce Guimarães: “O Velho Inspetor”, “Penélope”, “Cartão de Natal”, “A libélula azul”, “O defunto e o bêbado e amigo do defunto”, “Apologia do Egoísmo” e “Testamento aberto de um poeta vivo”.
O Jornal Freguesia Velha publicou o conto “Cartão de Natal”.
2018 – 30 anos da morte de Dulce Guimarães. Primeira iniciativa de Resgate da Vida e Obra de Dulce Guimarães.
A Secretaria de Municipal de Educação, através do Centro Educacional Paulo Freire realizou no dia 23 de agosto, a segunda formação para os professores dos 4º e 5º anos do Sistema Municipal de Ensino, promovida pelo Programa Caminhos para a Cidadania/ CCR. A Formação foi ministrado pelo Professor Marcelo Santos do Instituto Crescer, coordenados pela Diretora Ana Lolico e a Formadora Elizangela,com foco em segurança no trânsito, mobilidade urbana e cidadania
Nesta segunda fase dos Encontros Temáticos, os professores utilizaram o aplicativo Stop Motion (iPhone e Android) para vídeo-encenação,onde todos tiveram acesso ao aplicativo,podendo assim construir e tematizar um vídeo sobre a Educação no Trânsito.
Aproximadamente mil e quinhentos alunos, dos 4º e 5º anos serão beneficiados, com ações socioeducacionais e material didático próprio. Para complementar as ações desenvolvidas em sala de aula, o programa disponibiliza atividades culturais, como peças de teatro e exibição de filmes, valorizando vidas e formando jovens cidadãos.
O Programa Caminhos para a Cidadania oferece uma abordagem didático-pedagógica contribuindo para com a construção de uma sociedade mais consciente, possibilitando que as atividades de Educação no Trânsito sejam consolidadas em sala de aula.

A Secretaria Municipal de Educação, por meio da direção e coordenação do Centro Educacional, Cultural e Esportivo “Paulo Freire”, promoveu nesta quinta-feira, dia 23, o 2º Encontro em comemoração ao “Dia Nacional da Educação Infantil”, no Centro de Convenções “Joel Humberto Landim Stori”.
O Encontro, que teve como tema “Educação Infantil como Cultura da Infância constituída por sujeitos humanizados e humanizadores”, foi especialmente organizado aos gestores e professores da rede municipal da Educação Infantil de Capão Bonito e Ribeirão Grande.
O evento contou com a apresentação dos alunos do Projeto de viola cancioneiros do Centro “Paulo Freire”, sob-regência do instrutor de musicalização Adriano e a coordenadora Margarida Freitas.
Um dos momentos mais importantes do Encontro foi a palestra ministrada pelo pedagogo e secretário de Educação de Itapeva, Andrei Müzell, que falou sobre suas experiências no setor de Educação, além de ressaltar a importância da escola e dos professores para a evolução das crianças.
O secretário de Educação de Capão Bonito Marcelo Varela destacou a relevância do evento, da palestra e da responsabilidade dos professores e gestores da Educação. “Primeiramente quero agradecer pela promoção deste evento, o Andrei é um grande profissional e passou importantes questões a todos nós. Como parte da gestão de Educação, somos responsáveis em darmos bons exemplos às nossas crianças e jovens, por isso valorizamos a Educação de Capão Bonito, que é uma das melhores da nossa região e os grandes protagonistas são os professores. Contem sempre com nosso apoio”, concluiu.
Palestrante – Andrei Müzell
Formado em Pedagogia (Unesp), com extensão universitária em linguística (Unicamp), curso técnico em Artes Cênicas pelo Conservatório de Tatuí, curso técnico em dança, especialista em Educação Infantil (UCAM), especialista em dança-educação (FIB), Mestre em Comunicação e Cultura (Uniso), doutorando em Ciências da Educação pela Universidade Nacional de La Plata – Argentina.
Ministra cursos e palestras na área de Educação (Pedagogia) e Cultura (Dança e Teatro), foi formador do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Unesp), atuou como Coordenador Geral de Educação Infantil conduzindo trabalhos de Gestão e Políticas Públicas na Secretaria Municipal de Educação de Itapeva, e junto aos Fóruns Regional e Paulista de Educação Infantil.
Dirigiu a Seven Companhia de Dança Contemporânea. Foi diretor do Ponto de Cultura Jovem, onde produziu e dirigiu teatros musicais. Atuou como professor universitário nos cursos de Pedagogia e Educação Física na Fait.
Tem publicação de artigos como pesquisador da infância, educação e dança-educação. Foi coordenador pedagógico regional na Editora Positivo, junto ao Sistema Aprende Brasil. Presta assessorias, cursos e palestras em dimensões de políticas públicas, pedagógicas e artística (dança e teatro). Atualmente é secretário de Educação em Itapeva.
O Centro Educacional Paulo Freire promoveu nos dias 22 e 23 de agosto oficinas para os professores do Ensino Fundamental, as mesmas foram ministradas pela Empresa SALLUZ.
Os professores foram divididos entre as áreas de Humanas, Exatas e Linguagem, os temas abordados foram: Contextualização pelo binômio tempo x espaço, BNCC e o Letramento Matemático e Científico e BNCC: Professor leitor e habilidade do trabalho interdisciplinar.
“Educação de qualidade só se faz com profissionais comprometidos e qualificados”.
Novas ferramentas tecnológicas tem potencial para desenvolver a equidade e qualidade na educação, além de aproximar a escola do universo do aluno, por isso estamos investindo na formação de nossos professores para o uso das ferramentas educacionais tecnológicas.
Nos dias 22/08/2018 e 23/08/2018 na E.M. Balangá e E.M. Jacyra Landim Stori respectivamente, foram realizadas pelo professor Sidnei R. Ribeiro Nicoletti (Coordenador pedagógico | TI do Centro Educacional, Cultural e Esportivo Paulo Freire) duas novas formações para o uso da Lousa Digital, um equipamento moderno que ajudará os professores a dinamizar as suas aulas.
Essas formações vêm ocorrendo nos HTPCs e tem por objetivo capacitar os educadores para o uso do equipamento, isso se faz importante, pois o mundo mudou, e os alunos do século XXI estão cada vez mais conectados, tradição e inovação devem conviver em harmonia e assim colheremos bons frutos, os professores e gestores das escolas estão bastante satisfeitos e otimistas no uso do novo equipamento, o que segundo eles deixarão as aulas bem mais divertidas e contextualizadas com as expectativas dos alunos.
