Resultados dos Jogos de Basquete que ocorreram nos dias 23 e 25/10/2018

 

Basquete Feminino Mirim
1º E.M. “Prof.ª Maria da Conceição Lucas Mieldazis”
2º E.M. “Oscar Kurtz Camargo”
3º Escola Waldorf Vale Encantado

 

Basquete Mirim Masculino
1º  Escola Waldorf Vale Encantado
2º  E.M. “Prof.ª Maria da Conceição Lucas Mieldazis”
3º  E.M. “Oscar Kurtz Camargo”

 

Basquete Infantil Feminino
1º Escola Waldorf Vale Encantado
2º E.E.M.I “Padre Arlindo Vieira”
3º E.M. “Prof.ª Maria da Conceição Lucas Mieldazis”

 

Basquete Infantil Masculino
1º E.E.M.I “Padre Arlindo Vieira”
2º E.E. “Dr. Raul Venturelli”

 

Galeria de Fotos – Eventos do Ano Letivo 2018

FINALIZAÇÃO DO CURSO: “TRAÇOS, CORES, SONS E FORMAS” SEGUNDO OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS DA BNCC- BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher” (Cora Coralina)

Foi através deste pensar que a Secretaria Municipal da Educação, através do Centro Educacional Cultural e Esportivo Paulo Freire, realizou no dia 18 de setembro a finalização do curso “Traços, Cores, Sons e Formas” segundo os campos de experiências da BNCC- Base Nacional Comum Curricular com os profissionais da rede municipal de Educação Infantil sob orientações das Coordenadoras Catarina Moraes e Margarida de Freitas. 

O curso contou com 66 participantes entre Coordenadores Pedagógicos, Professores e Monitores, veio mostrar novas formas de lidar com os saberes, materiais, tempos e espaços educacionais específicos da Educação Infantil para as crianças pequenas. Por tal razão, destacamos a necessidade de refletirmos sobre os campos de experiência no contexto da educação da infância e suas contribuições para pensar o processo de construção de conhecimentos, para construir um processo educativo que considere as trocas entre as crianças e entre adultos e crianças. Buscar contribuir para um processo educativo que tem na criança a sua centralidade.

VII Olimpíada Estudantil 2018

ESPORTE NAS ESCOLAS – A Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Turismo realizará a abertura da VII Olimpíada Estudantil 2018 no dia 07/09, a partir das 8h em frente à E.M. Prof.ª Jacyra Landim Stori”

O evento esportivo neste ano contará com uma novidade, após definições participativas e democráticas das Equipes Gestoras das Unidades Escolares envolvidas, e ainda, com participação dos Profissionais de Educação Física, bem como a representatividade da Divisão Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, acontecerá nos meses de setembro a dezembro, pelo menos 1 semana a cada mês.

No dia 06/09, a Equipe Organizadora, coordenada pela Supervisora de Ensino, Prof.ª Adriana Vieira promoverá a última reunião antes da Abertura. As escolas participantes neste ano na VII Olimpíada Estudantil 2018 e a ordem a desfilarem serão:

No dia da abertura mediante política intersetorial com a Divisão Municipal de Cultura, contaremos com apresentações das Fanfarras: (1) da E.M. “PROFª MARIA DA CONC. LUCAS MIELDAZIS”, (2) E.E. “PROF. JOÃO BATISTA A. VASCONCELLOS”, (3) Fanfarra Sambafan (Vila Maria), e, (4) Fanfarra dos Veteranos; abrilhantando ainda mais o evento.

O Secretário Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Turismo, Marcelo Varela, reforçou que “o objetivo da atual gestão em efetivar a junção das pastas do esporte e da educação, desde 2017,  justamente era o de relacionar estas duas políticas públicas para serem coordenadas de modo intersetorial e com eficiência. A realização do evento esportivo do ano passado já foi uma prova dessa melhoria”.

A Supervisora de Ensino, Prof.ª Adriana enfatiza que “o dever dos envolvidos é verificar se a atividade desportiva está sendo funcional para a educação do aluno, se está focado no crescimento mental e físico, harmonizando o tempo do esporte com os compromissos escolares e com uma serena vida familiar”.

O Diretor de Esportes, Prof. Josemar Alves, comandará as equipes de arbitragens e assim pontuou que “é na escola que o talento esportivo é percebido pelo Professor de Educação Física, e muito mais do que a continuidade da prática esportiva desse aluno, que se transforma futuramente em atleta do município, temos que priorizar a vida saudável alcançada pelo esporte em toda nossa cidade”.

Toda a população está convidada para prestigiar a realização do evento!

Escola Municipal promoveu a semana do Folclore

A Escola Municipal Profª Isolina Leonel Ferreira e suas vinculadas – Escola Angelino Sudário de Souza (Bairro Proença) e Escola Dona Clementina Correa de Almeida (Bairro Apiaí-Mirim) desenvolveram, entre os últimos dias 28 e 31 de agosto, o projeto “Somos Todos Artistas”, que contou com várias ações e atividades a fim de preservar e disseminar o folclore e as tradições brasileiras.

De acordo com a equipe gestora das unidades escolares, durante a semana, os alunos, pais e comunidade tiveram a oportunidade de vivenciar o riquíssimo folclore brasileiro representado com vivacidade e muita criatividade, através de apresentações culturais e pedagógicas, sendo um contexto de arte expressado em exposições, de dinamização oral e de movimento representado pela música, dança, leituras, cantigas, encenações, desfiles, entre outros.

Entre as atividades, houve também o desenvolvimento de fundamento teórico e prático com a palestra “As influências das tradições culturais para o desenvolvimento da sociedade” ministrada pela diretora da escola, Claudia Miyamoto.

Durante a semana, os alunos puderam conhecer a culinária regional, com degustação de doces típicos, além do ensejo, em que foram premiados pelo projeto de produção de texto “Aluno Destaque – Nota 1000”.

Ainda de acordo com a equipe gestora, as unidades escolares trabalharam diversos temas que formam o folclore, como mitos, lendas, contos populares, cerimônias religiosas e sociais, brincadeiras, provérbios, adivinhações, receita de comida típica, medicina popular, estilos de vestuários e adornos, danças, cantorias, desafios, saudações, despedidas, trava-línguas, festas, encenações, artesanato, música instrumental, canções de ninar e roda, carnaval, festa junina, entre outras, como os fandangos de tamancos do interior de São Paulo.

Segundo a diretora Claudia Miyamoto, o objetivo do projeto foi de reviver as tradições culturais, de criar e recriar o rosto social e identitário de uma vasta população de cidadãos brasileiros. “O folclore é o cenário, o enredo geral e o acervo de apetrechos materiais e imateriais dos quais dependem os atores humanos para desempenhar o seu papel vital. Da combinação perene, viva e ininterrupta, dos cenários e enredos e das maneiras como eles interagem, se manifestam, se reproduzem e evoluem, surge a cultura do nosso povo, com todas as suas variantes regionais e locais, um verdadeiro mosaico de expressões, modos de ser e entender o mundo e de com ele interagir”, explicou.

Por fim a diretoria afirmou que o projeto foi de grande importância e notoriedade para todos os envolvidos, como alunos, pais, professores e equipe gestora. “O aprendizado foi para todos, e é nessa educação que vale a pena investir”, concluiu.

Escola Samuel Messias e Creche Alice Dias promovem 4ª Mostra Pedagógica

A Escola Municipal “Professor Samuel Messias de Freitas” e a Escola Municipal “Creche Professora Alice Dias”, promovem a 4ª Mostra Pedagógica, que teve início na última quarta-feira, dia 29.

A Mostra, que tem como tema “Poesia e a Criança” faz parte dos projetos desenvolvidos durante o ano letivo das unidades escolares, expõe os trabalhos realizados por alunos e professores.

Importância da Mostra no desenvolvimento dos alunos:

Apesar de parecer complicado e sofisticado demais para se trabalhar com as séries iniciais e educação infantil, vale lembrar que existem autores que dedicaram parte de sua criatividade para conceber poesia infantil, como Cecília Meireles e Vinícius de Moraes.

A poesia estimula a leitura e a escrita, sua musicalidade e seu caráter rico em imaginário são particularmente mais encantadores para as crianças do que os rígidos e técnicos textos científicos e possuem mais potencial para despertar o interesse do aluno no código linguístico.

É dever da escola preparar a criança para o convívio social e cidadão e prepará-lo para exercer sua cidadania plena. Para tanto, precisa desenvolver nele aptidão para interpretar e produzir dentro da linguagem vigente, a poesia é um dos meios mais eficazes para este fim.

Notas Biográficas

Dulce Vieira Guimarães nasceu na cidade de Sorocaba, a 7 de outubro de 1934, e morreu em Capão Bonito em 30 de julho de 1988.

Foram seus pais Oswaldo Campos Guimarães e Dulcia do Rego Vieira Guimarães.

Fez os estudos primários no Colégio Santa Inês, em São Paulo, e o Curso Normal no Instituto de Educação Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Sorocaba.

Formou-se em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras – Fundação Scarpa, em Sorocaba (hoje Uniso).

Casou-se em janeiro de 1962 com Clovis Lacerda de Carvalho, quando passou a assinar como Dulce Guimarães de Carvalho.

Em novembro do mesmo ano nasceu o primeiro filho do casal, Clóvis Alberto Guimarães Carvalho seguido por Oswaldo Guimarães Carvalho em 1965 e Ana Karina Guimarães Carvalho em 1975.

Mudou-se para Capão Bonito em 1966 e atuou como professora de Filosofia, Educação Moral e Cívica, Estudos Sociais, História e Língua Portuguesa na Escola Normal Municipal Dona Leonor Mendes de Barros e no Colégio Estadual Raul Venturelli (CERV), onde em 1971 assumiu a direção até 1988, ano de sua morte.

Participou da organização do segundo FIMA (Festival Intermunicipal de Música Amadora) no ano de 1972 e como letrista ganhou com a canção “Flor Morena”.

Ficou viúva em 1977 do marido Clóvis Lacerda de Carvalho.

Em 1985 Ricardo Afonso Vaz coordenou um grupo de poetas de Capão Bonito para a publicação “Antologia Poética de Cidades Brasileiras”, da Shogun Arte Editora, onde Dulce Guimarães publicou seu poema “Canto”. E no mesmo ano publicou, também, pela mesma casa editorial, no “Penélope”, “Zefa Louca” e “Floriza” na coletânea “Momento Literário XI”.

Entre 1985 e 1986 dirigiu o jornal “O Bandeirante”. Onde publicou inúmeros artigos, crônicas e poemas.

No sábado dia 30 de julho de 1988, quando saiu do banho, Dulce Guimarães caiu próximo à porta. Encontrava-se somente com sua filha em casa, esta que ligou para duas amigas da mãe. Mesmo com ajuda e tentativas de recuperação Dulce deu entrada na Santa Casa sem vida.

O velório aconteceu nas dependências do Colégio Estadual Raul Venturelli.

Solange Gonçalves registrou n’“O Bandeirante” as palavras de Dulcina Guimarães, irmã da escritora: “Morreu como morrem os grandes” e completou “ou seja, sem molestar ninguém, exatamente como desejava. Exatamente como viveu.”

Jornais

Fotos diversas

Fotos pessoais

Se não for adeus, ao menos até breve

O BANDEIRANTE

Memória

Se não for adeus, ao menos até breve

Diretora de escola, jornalista, poeta e ainda letrista, Dulce Guimarães – falecida aos 53 anos, na semana passada – deixa um vazio no já árido panorama intelectual de Capão Bonito. Uma perda a ser reparada pelas mulheres que souberam tomar a sua figura como exemplo de coragem.

Solange Gonçalves

Não me lembro de outra ocasião. Muito provavelmente seja mesmo essa a primeira em que a chamo simplesmente Dulce. Dulce Guimarães Carvalho, morta no sábado último aos 53 anos, foi para mim sempre a “Dona” Dulce. A diretora do colégio ao qual meus pais confiaram a minha educação. O “Dona” não pelo medo. Sempre pelo respeito e pela admiração (da qual não tive chance de dizer-lhe em vida) que invariavelmente me inspirava.

Depois que voltei a Capão Bonito, cidade em que nasci e da qual me separei aos 17 anos incompletos para retornar somente nove anos mais tarde, Dulce começava a me encontrar, nas ruas ou na redação, não mais como a aluna do então CERV, mas já como a jornalista responsável pelO Bandeirante, o semanário que, também com sua ajuda, pode permanecer em pé, quando talvez muitos já desacreditassem dessa possibilidade. Digo, sem dúvida e sem modéstia, que perdemos – se não a maior, pelo menos uma das nossas grandes admiradoras, na conotação de incentivo e confiança que tal termo inspira.

Não me encontrava em Capão Bonito quando Dulce faleceu. Por esses motivos que não consegue se explicar, todos os contatos que tentaram comigo para avisar-me de fato tão doloroso, foram em vão. Quando soube da morte de Dulce, ela já havia sido sepultada. Como muitos, me emocionei. Como tantos outros – e talvez como ela mesma desejasse que fizéssemos – consegui, de um modo um tanto forçado, transferir a dor para a “maturidade” daqueles que conseguem encarar a morte como um simples desfecho de um ciclo biológico que, ao nascermos, já sabemos finito.

A morte dos grandes

Como dizia “Cininha” (ou Dulcina, sua única irmã) – durante o velório realizado nas dependências do EEPSG Dr. Raul Venturelli – ela (Dulce) “morreu como morrem os grandes”. Ou seja, sem molestar ninguém, exatamente como desejava. Exatamente como viveu.

Dulce Guimarães, poucos minutos antes das 18h do último sábado, saía do banho quando caiu próxima à porta do banheiro. Com ela, em casa, encontrava-se apenas Ana Karina, caçula e única filha entre dois homens: Clóvis Alberto (“Bororó”) e Oswaldo (“Nenê” que herdou da mãe e do avô o gosto pela poesia). Ana Karina diz aos familiares e amigos que pensa ter ouvido um chamado da mãe, quando essa caía. Karina gritou do quarto mas não obteve resposta. Telefonou, primeiramente para a professora Heloísa Arrunátegui – uma das melhores amigas de Dulce – mas essa não se encontrava em casa. Procurou por outra amiga e colega da mãe – Emília Miyada, que chegou rapidamente, mas, apesar das massagens e tentativas de recuperação da respiração não havia mais tempo. Dulce Guimarães deu entrada na Sant Cas Local já sem vida.

Jaqueline, uma das noras, conta que Dulce tinha há anos, fortes dores de cabeça. Foi à nora que ela afirmou uma vez, lembrar-se de que essa dor a acompanhava desde os 15 anos de idade. Todos os meios foram tentados para aliviá-la: das simples ingestão de remédios (fortes) à acumpultura.

Severidade e consciência

Batizada Dulce Vieira Guimarães, natural de Sorocaba, a diretora do EEPSG Dr. Raul Venturelli desde 71m chegou a Capão Bonito em 67, como professora de Português. Viúva desde 77, do também professor Clóvis Lacerda Carvalho, Dulce foi jornalista e poeta amadora segundo ela mesma colocava. Exigente ao extremo – com os outros e, principalmente consigo mesma – passou os seus mais fortes valores e ideais no discurso proferido por ocasião da formatura de uma nova turma do curso Magistério do “Raul Venturelli”, em dezembro do ano passado.

No discurso, talvez o momento em que Dulce tenha solicitado com maior eloquência que acompanhassem sua análise, a uma certa altura destaca: “Faz-se necessário rever uma Filosofia da Educação – preparar um homem para uma vida humana, não para transformar-se em lixo que pode ser comido por ratos, ou ratos que podem comer o lixo. Todos temos muita pena daqueles que vivem de restos mas não nos indignamos suficientemente contra os que põe a lixeira nas ruas”. Solicitava Dulce, naquele momento, que todos refletissem quanto a responsabilidade do educar e que, com humildade, e somente conscientes dessa responsabilidade seguissem em frente. Dizia a diretora do Raul Venturelli – “No elenco das profissões, a de professor é a mais importante e a de maior responsabilidade, porque, das personalidades que ele molda, só presta contas à própria consciência e a Deus”.

Sem confusões

Além de três filhos e duas noras, Dulce Guimarães deixa Mayra e Marina – duas netas pequeninas, que poderão melhor conhecê-las através dos escritos da avó: contos, crônicas, poemas… Sabe-se que elaborava uma autobiografia, os originais, por enquanto, não foram encontrados.

Como sempre desejou, seu velório e sepultamento foram acompanhados da ausência total de tumultos. Para que fosse feita a sua vontade, o enterro foi realizado já às 11h do domingo, quando muitos ainda desconheciam a notícia. Discreta até o último momento – se é que esse existe – Dulce fez valer sua verdade. Sua própria existência é que de melhor deixa a Capão Bonito. Uma história que Marina e Mayra não poderão deixar de conhecer.

06 e 07 de Agosto de 1.988

Morena Flor…

                                               Dulce Guimarães

Por Alice Elias Daniel Olivati

Era o ano de 1966. Eu, jovem estudante de Desenho e Plástica da FAAP – São Paulo, tranquei matrícula na 2.a série e voltei a Capão Bonito para substituir o Prof. Laudelino de Lima Rolim, que deixava as aulas de Desenho do então Ginásio Estadual Dr. Raul Venturelli. Que responsabilidade a minha! Quem conheceu o Prof. Laudelino, sabe. Em um mesmo prédio, funcionavam o Ginásio e a Escola Normal Municipal D. Leonor Mendes de Barros. Ao lado, o Grupo Escolar Padre Arlindo Vieira. Lecionavam no Ginásio: o Prof. José Matarazzo, o Prof. Genésio Ginez, o Prof. Herval, a Profa. Dulce Isabel Mendes, e outros. Nesse mesmo ano, ela chegou – Dulce Guimarães – ela e seu esposo, o saudoso Clóvis Lacerda de Carvalho, provindos de Sorocaba. Era diretora, a Profa. Nair M. Válio Vaz e depois a Profa. Álcida Nogueira de Lima. Dulce foi diretora da Escola Normal e lecionava Português no Ginásio. Clóvis lecionava História. Logo, o então prefeito, Abib Elias Daniel trouxe para Capão Bonito o 2.o grau. Foram instaladas as áreas de: Letras, Ciências Sociais e Ciências Exatas. Passou a chamar-se Colégio Estadual Dr. Raul Venturelli, daí a sigla CERV. Depois chegaram os professores: Estanislau Maria de Freitas (Português), Paulo Bugni (Matemática), Fernando Blóes (Psicologia), José Roberto de Jesus – recém formado em Química, Alceu Nunes (Educ. Física), Edson Góes (Física), Maria Celeste Vaz (Inglês), José Maria (Ciências), entre outros. O Corpo  Docente nessa época, balançava a delegacia de Itapeva.

Que saudade! Éramos tão unidos! Unidos e fortes. Cada um dinamizava sua área mais e mais. Fazíamos e acontecíamos. Além das aulas, criávamos departamentos pedagógicos especiais. Dulce era quem coordenava todos os planejamentos escolares, Fernando, a Orientação Educacional e eu a Avaliação. Tudo em horário extra e sem ganhar por isso. Mas dava prazer, nos realizávamos, além de contribuir para a melhoria do ensino. Depois fiz a Faculdade de Letras, ficando efetiva em Português e Literatura. Dulce prestou o concurso para diretor de escola e para felicidade nossa, escolhemos a mesma escola em que estávamos, a escola que tanto amávamos. Foi aí que “a flor furou o asfalto” (como no verso de Carlos Drummond de Andrade). Pela redistribuição da rede física, o Grupo Escolar Padre Arlindo Vieira integrou-se ao Colégio, formando a EEPSG Dr. Raul Venturelli. E a escola foi crescendo. E todas as salas de ambos os prédios formaram uma só escola. Uniram-se os corpos docentes, as secretarias, e o pátio comum obrigava agora um grande n.º de alunos. Há pouco tempo integrou-se também ao Colégio, a Escola Normal Municipal. Hoje, o CERV é uma das maiores escolas da região.

E a pequena flor – Dulce – foi grande. Reinou soberana ao lado dos professores e alunos por todos estes anos. Desde o início mostrou-se excelente administradora. Sabia do último botão de rosa que desabrochou no jardim da escola, da limpeza, da estética interna e externa, dos trab da secret., os mais complicados problemas administrativos e pedagógicos. Era respeitada tanto na Delegacia de Ensino de Itapeva como na de Itapetininga. À frente de Dulce, tremeram muitos supervisores e delegados de ensino. Ora brava, ora sorrindo, ora diretora, ora professora, ora mãe, ora irmã, ora amiga… Dulce era assim… era tudo. Era luz, era impulso, era força, era apoio. Quando ausente, a escola funcionava sozinha. Cada elemento, imbuído em suas funções. E se ausência é realmente presença multiplicada, haveremos de permanecer unidos e sempre lembrar a sua filosofia de educação, a sua conduta moral e humana que aprendemos a conhecer tão bem.

Se fosse para escrever sobre todas as realizações da Dulce e do Colégio, ao longo de todos esses anos, daria um livro de memórias.

Paralelamente às funções de diretor de escola, foi também jornalista e poeta: Há dois livros da Shogun Arte com trabalhos seus. Poemas e Contos. Quem não se lembra do II FIMA, quando ela ganhou o 1.o lugar com a letra de MORENA FLOR musicada por Aziz, interpretada por Contieri e arranjo do maestro Chiquinho (da Sambrasil de Itu)… Depois vieram outras composições e outros prêmios, mas essa foi a que mais marcou.

E para homenageá-la, em nome da família CERV (de todos os tempos), transcrevo um de seus poemas:

CANTO

Quero dizer-te quanto estou [feliz

por tudo, por nada, porque és [meu,

não importa esta saudade,

[esta ansiedade,

se também traz felicidade.

Quisera reter-te

no frágil momento de nós [dois,

em que a vida escapa [implacável

em que um momento não [volta depois.

Vivo a angústia e a [impotência do eterno!

Sou feliz demais

Para morrer um pouco

a cada instante em que não [somos mais.

Dulce Guimarães

A Tribuna Sudoeste – 06/08/88