Capão Bonito vai aderir ao Programa Tempo de Aprender

Notícia publicada em 28 de fevereiro de 2020

ALFABETIZAÇÃO – A Secretaria Municipal de Educação de Capão Bonito informou nesta quinta-feira, 27/02, que já está em processo de formalização a adesão da cidade ao Programa Tempo de Aprender lançado pelo MEC (Ministério da Educação).

O programa é voltado para o aperfeiçoamento, o apoio e a valorização a professores e gestores escolares do último ano da pré-escola e do 1º e 2º ano do ensino fundamental, tem um orçamento de mais de R$ 220 milhões e foi construído pelo governo federal com base em um diagnóstico realizado pelo MEC no qual foram detectadas as áreas da alfabetização que necessitam de mais investimentos.

Segundo esse diagnóstico, as áreas que estão mais carentes, e consequentemente, receberão mais investimento do Tempo de Aprender são a formação pedagógica e gerencial de docentes e gestores; materiais e recursos para alunos e professores; e acompanhamento da evolução dos alunos.

Ações – Entre as ações previstas pelo projeto Tempo de Aprender estão um curso, com  versões on-line e presencial, para proporcionar aos docentes a aquisição de conhecimentos, habilidades e estratégias que os auxiliem a lidar com os desafios postos pelo ciclo de alfabetização feito em parceria com a UFG (Universidade Federal de Goiás) e um curso para auxiliar gestores educacionais, como diretores e coordenadores pedagógicos, também com previsão presencial e on-line, oferecida pela Enapa (Escola Nacional de Administração Pública).

Também está prevista o lançamento do Sora (Sistema On-line de Recursos para Alfabetização) para dar suporte a professores da rede pública em todo o país. A ferramenta foi desenvolvida pelo Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais (Labtime), da UFG, e permitirá o acesso a recursos pedagógicos, como estratégias de ensino, atividades e avaliações formativas, com respaldo em práticas exitosas de alfabetização.

Outra ação do eixo é o fornecimento de apoio financeiro para despesas de custeio de escolas para atuação de assistentes de alfabetização, profissionais que auxiliam os professores no manejo da sala.  O MEC vai destinar R$ 183 milhões para a iniciativa. Os repasses ocorrerão de acordo com o calendário oficial e deverão atender prioritariamente escolas em situação de vulnerabilidade.

“O programa prevê também a reformulação do PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático) para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. Também será implementado o Estudo Nacional de Fluência, que irá fornecer às redes de ensino uma ferramenta de diagnóstico de fluência em leitura oral para alunos do 2º ano do ensino fundamental. O estudo será aplicado no fim de 2020 para todas as redes que aderirem ao programa Tempo de Aprender. Será mais um programa muito importante para ampliar os resultados do nosso setor educacional e o prefeito Marco Citadini já assinou a proposta de adesão”, informou o secretário municipal de Educação – Wagner Antonio Santos.

O MEC também ainda, por meio do novo programa, realizar a reformulação das provas do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) voltadas à alfabetização. O intuito é adequar as avaliações do Saeb aos componentes essenciais para a alfabetização e avaliar adequadamente o desempenho dos alunos em parceria com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Bônus – O MEC anunciou também que vai pagar um bônus para professores e diretores de escolas que conseguirem alcançar bons resultados em avaliações de desempenho de leitura de estudantes na fase da alfabetização. O valor a ser pago e como será calculada a bonificação não foram informados pelo ministério.

“Não vai ser um ranking das escolas com melhor desempenho, vamos estimular um modelo colaborativo dentro das escolas”, disse Carlos Francisco Nadalim, secretário de Alfabetização. O bônus não será aplicável a todos as unidades participantes neste ano – a ação se iniciará por amostra. O número de locais que poderá ser contemplado com o bônus também não foi informado.

Segundo o secretário, o programa prevê dois tipos de avaliação: um teste de fluência para medir quantas palavras por minuto são lidas pelas crianças do 2ª ano do ensino fundamental (7 anos) e outro teste escrito. Com o resultado dessas avaliações é que serão concedidos os bônus. Nadalim não informou se serão estabelecidas metas de desempenho para cada unidade de ensino ou outros critérios de avaliação.

O teste de fluência de leitura já é usado por redes de ensino e educadores que acreditam que a leitura é uma decodificação e são mais ligados ao método fônico de alfabetização, em que há ênfase nos sons das letras. Outros grupos criticam o teste por considerarem que a velocidade de leitura não demonstra que a criança compreende o que lê.

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